{"id":243,"date":"2026-07-05T07:38:57","date_gmt":"2026-07-05T10:38:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agrointeracao.com.br\/?p=243"},"modified":"2026-07-05T07:38:57","modified_gmt":"2026-07-05T10:38:57","slug":"do-cerrado-a-africa-ciencia-busca-caminhos-para-produzir-mais-alimentos-em-um-clima-extremo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.agrointeracao.com.br\/?p=243","title":{"rendered":"Do Cerrado \u00e0 \u00c1frica: ci\u00eancia busca caminhos para produzir mais alimentos em um clima extremo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Secas mais frequentes, temperaturas mais alta e a necessidade de alimentar uma popula\u00e7\u00e3o mundial crescente exigem novas solu\u00e7\u00f5es para a agricultura tropical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com 60% das terras agricult\u00e1veis ainda n\u00e3o exploradas do mundo, o continente africano busca adaptar tecnologias desenvolvidas no Cerrado para enfrentar a fome, gerar empregos e fortalecer a seguran\u00e7a alimentar, ampliando a oferta global de alimentos. A transforma\u00e7\u00e3o do Cerrado em uma das principais regi\u00f5es agr\u00edcolas do mundo pode servir de modelo para o desenvolvimento sustent\u00e1vel das savanas africanas, segundo Abdukrazak Ibrahim, coordenador do F\u00f3rum para Pesquisa Agr\u00edcola na \u00c1frica (Fara).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTemos dois biomas semelhantes. A ci\u00eancia transformou um \u2014 o Cerrado brasileiro \u2014 e pode transformar o outro \u2014 a Savana africana\u201d, afirmou Ibrahim. Segundo o pesquisador, a \u00c1frica re\u00fane cerca de 60% das terras ar\u00e1veis n\u00e3o cultivadas do planeta e pode protagonizar a pr\u00f3xima grande revolu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola mundial. A discuss\u00e3o ocorreu durante o painel&nbsp;<em>Meio Ambiente e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas<\/em>, realizado no <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/web\/cerrados\/simposiocerrado2026\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X Simp\u00f3sio Nacional Cerrado e III Simp\u00f3sio Internacional Savanas Tropicais<\/a>, promovido pela Embrapa Cerrados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pesquisador destacou, por\u00e9m, que o objetivo n\u00e3o \u00e9 reproduzir a experi\u00eancia brasileira de forma id\u00eantica. \u201cO objetivo n\u00e3o \u00e9 copiar o Brasil. Precisamos adaptar as tecnologias e conhecimentos \u00e0s diferentes realidades africanas, construindo solu\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0 diversidade do nosso continente\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ibrahim lembrou que a transforma\u00e7\u00e3o da agricultura brasileira foi resultado de cinco d\u00e9cadas de investimento em ci\u00eancia e inova\u00e7\u00e3o. Para a \u00c1frica, o desafio \u00e9 urgente. De acordo com proje\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o continente dever\u00e1 abrigar cerca de 2,5 bilh\u00f5es de habitantes em 2050. Atualmente, os pa\u00edses africanos importam aproximadamente US$ 100 bilh\u00f5es em alimentos por ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, ele v\u00ea um cen\u00e1rio promissor. A \u00c1frica disp\u00f5e de cerca de 600 milh\u00f5es de hectares de terras agricult\u00e1veis, uma popula\u00e7\u00e3o predominantemente jovem e amplo potencial para aumentar a produtividade agr\u00edcola. \u201cMilh\u00f5es de novos empregos podem surgir a partir desse processo\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, Ibrahim ressaltou a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul e do interc\u00e2mbio de conhecimento com o Brasil. Para ele, a experi\u00eancia da Embrapa, especialmente no desenvolvimento de tecnologias para ambientes tropicais, pode contribuir para acelerar a moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura africana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das iniciativas apontadas como estrat\u00e9gicas \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos. Mais de 3 mil estudantes e profissionais de 20 pa\u00edses africanos j\u00e1 participaram de programas de capacita\u00e7\u00e3o no Brasil. O pr\u00f3prio Ibrahim foi bolsista na Embrapa Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia, em Bras\u00edlia, durante o doutorado. \u201c\u00c9 poss\u00edvel tirar nossos pa\u00edses da fome. O Brasil mostrou que a transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel e oferece uma experi\u00eancia capaz de inspirar mudan\u00e7as que podem beneficiar milh\u00f5es de pessoas\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o coordenador da Fara, o fortalecimento da pesquisa agr\u00edcola, o investimento p\u00fablico de longo prazo, a melhoria gen\u00e9tica de esp\u00e9cies vegetais e animais, a mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica s\u00e3o elementos centrais para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos no continente. Como exemplo, ele citou avan\u00e7os recentes em diferentes pa\u00edses africanos: a autossufici\u00eancia em trigo na Eti\u00f3pia, o aumento da produ\u00e7\u00e3o de mandioca na Nig\u00e9ria, os ganhos de produtividade do milho em Gana, as plataformas digitais de agricultura no Qu\u00eania e os sistemas de gest\u00e3o integrada da terra em Ruanda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos progressos, ainda h\u00e1 grande margem para crescimento. A produtividade m\u00e9dia do milho na \u00c1frica \u00e9 de 2,2 toneladas por hectare, enquanto produtores mais tecnificados alcan\u00e7am entre 10 e 12 toneladas por hectare.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Ibrahim, a parceria entre Brasil e \u00c1frica pode ser decisiva para enfrentar os desafios da seguran\u00e7a alimentar global. \u201cH\u00e1 muito que a \u00c1frica pode aprender com o Brasil, assim como h\u00e1 muito que o Brasil pode aprender com a \u00c1frica. Juntos, podemos transformar esse potencial das savanas em realidade\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetam o campo e a comida na mesa dos brasileiras<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto Brasil e \u00c1frica discutem caminhos para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos nas savanas tropicais, cientistas alertam que o sucesso dessa miss\u00e3o depender\u00e1 da capacidade de enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e conservar a biodiversidade. O aumento das temperaturas, a redu\u00e7\u00e3o das chuvas e a degrada\u00e7\u00e3o dos ecossistemas j\u00e1 afetam a agricultura, encarecem a produ\u00e7\u00e3o e podem comprometer a seguran\u00e7a alimentar de milh\u00f5es de pessoas nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O debate promovido pela Embrapa Cerrados no dia 23 trouxe um alerta: produzir mais alimentos no futuro depender\u00e1 da conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e da adapta\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria a um clima cada vez mais inst\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As palestras da professora da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Mercedes Bustamante, e do pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Eduardo Assad, mostraram que as crises clim\u00e1tica e de biodiversidade est\u00e3o profundamente conectadas e j\u00e1 produzem impactos sobre a disponibilidade de \u00e1gua, a produtividade agr\u00edcola e a vida das popula\u00e7\u00f5es rurais e urbanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Bustamante, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a perda de biodiversidade formam \u201ccrises g\u00eameas\u201d que n\u00e3o podem ser tratadas separadamente. Hoje, a mudan\u00e7a no uso da terra \u00e9 o principal fator de perda de biodiversidade. Mas a cientista alerta que o aquecimento global tende a se tornar a principal causa desse problema nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO destino do Cerrado tem impacto muito grande pela sua conectividade com todos os outros biomas brasileiros\u201d, afirmou. Ocupando cerca de 23% do territ\u00f3rio nacional, o bioma funciona como elo entre Amaz\u00f4nia, Caatinga, Pantanal e Mata Atl\u00e2ntica, desempenhando papel fundamental na regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e h\u00eddrica do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos apresentados pela pesquisadora mostram que a convers\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa para outros usos j\u00e1 tornou o Cerrado mais quente e mais seco. Entre 2006 e 2019, houve redu\u00e7\u00e3o de cerca de 10% na evapotranspira\u00e7\u00e3o \u2014 processo respons\u00e1vel por devolver umidade \u00e0 atmosfera \u2014 e aumento da temperatura superficial em \u00e1reas de intensa expans\u00e3o agr\u00edcola, especialmente na regi\u00e3o do Matopiba (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade passa a ser considerada uma estrat\u00e9gia essencial para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, destacou Bustamante. Segundo a professora, ecossistemas saud\u00e1veis ajudam a regular o clima, armazenar carbono, conservar a \u00e1gua e sustentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 Eduardo Assad apresentou dados de que os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre a agropecu\u00e1ria brasileira deixaram de ser proje\u00e7\u00f5es para se tornarem realidade. Informa\u00e7\u00f5es da Embrapa indicam que eventos clim\u00e1ticos extremos provocaram perdas acumuladas de cerca de R$ 300 bilh\u00f5es na agricultura brasileira entre 2000 e 2024. \u201cO mundo est\u00e1 ficando mais quente e mais seco e n\u00e3o estamos prestando aten\u00e7\u00e3o nisso. Isso compromete muito a agricultura\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mapas clim\u00e1ticos apresentados pelo pesquisador mostram redu\u00e7\u00e3o das chuvas, aumento da frequ\u00eancia das secas e eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas em importantes regi\u00f5es produtoras do Cerrado. Em alguns locais, a esta\u00e7\u00e3o chuvosa j\u00e1 encurtou em cerca de 22 dias, reduzindo a disponibilidade de \u00e1gua para as lavouras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assad alertou que a combina\u00e7\u00e3o entre temperaturas mais elevadas e defici\u00eancia h\u00eddrica pode comprometer culturas estrat\u00e9gicas para o abastecimento de alimentos. Estudos indicam, por exemplo, perdas de produtividade da soja e do milho em cen\u00e1rios de aquecimento e escassez de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos desafios, os pesquisadores ressaltaram que existem solu\u00e7\u00f5es. A recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas, a ampla ado\u00e7\u00e3o de sistemas integrados de produ\u00e7\u00e3o, como Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP) e Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (ILPF), o manejo sustent\u00e1vel do solo, a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e a conserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa figuram entre as estrat\u00e9gias capazes de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSem desmatamento e queimadas, o Brasil pode ser o maior sumidouro de carbono do planeta\u201d, garantiu Assad. Para o pesquisador, o pa\u00eds re\u00fane conhecimento cient\u00edfico, tecnologia e recursos naturais suficientes para conciliar produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, conserva\u00e7\u00e3o ambiental e adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando preservar tamb\u00e9m gera lucro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o desafio \u00e9 produzir mais alimentos sem ampliar o desmatamento, experi\u00eancias j\u00e1 em andamento mostram que isso \u00e9 poss\u00edvel. Durante o painel sobre Meio Ambiente e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, o gerente s\u00eanior de Projetos de Sustentabilidade da Syngenta, Jonas Oliveira, apresentou resultados do programa Reverte, iniciativa que apoia a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas por meio de cr\u00e9dito, assist\u00eancia t\u00e9cnica e ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas e mostra que a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, a sustentabilidade e a rentabilidade podem caminhar juntas no campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Oliveira, a sustentabilidade deixou de ser vista apenas como uma quest\u00e3o ambiental para se tornar uma estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios. \u201cHoje, quando olhamos para a sustentabilidade, estamos falando da perenidade dos neg\u00f3cios rurais e o produtor rural j\u00e1 entende isso\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criado em 2019, o programa re\u00fane parceiros p\u00fablicos e privados e j\u00e1 recuperou mais de 280 mil hectares em cerca de 400 propriedades rurais. Foram desembolsados mais de R$ 2 bilh\u00f5es em financiamento para a convers\u00e3o de \u00e1reas degradadas em sistemas produtivos mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos exemplos apresentados foi o de uma fazenda em Ita\u00faba (MT), que aderiu ao programa em 2021, o primeiro produtor que aderiu ao programa Reverte. A \u00e1rea de 4 mil hectares, anteriormente degradada, passou a adotar plantas de cobertura, manejo conservacionista do solo e rota\u00e7\u00e3o de culturas. Em poucos anos, passou a produzir soja, milho e algod\u00e3o em n\u00edveis competitivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados tamb\u00e9m apareceram na rentabilidade. Segundo Oliveira, em outra propriedade atendida pelo programa, em A\u00e7ail\u00e2ndia (MA) o faturamento da propriedade saltou de cerca de R$ 1 mil, em 2023, para R$ 10 mil por hectare ao ano. Al\u00e9m disso, a fazenda mant\u00e9m mais de 50% de sua \u00e1rea com vegeta\u00e7\u00e3o nativa preservada, realiza restaura\u00e7\u00e3o ambiental e gera empregos diretos na regi\u00e3o. \u201cO programa cresce porque cria oportunidade de neg\u00f3cio para todos os envolvidos. O produtor ganha produtividade, reduz riscos e valoriza sua terra\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia refor\u00e7a que a ci\u00eancia e a inova\u00e7\u00e3o j\u00e1 oferecem caminhos para aumentar a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, recuperar \u00e1reas degradadas e conservar os recursos naturais, tornando sustentabilidade e rentabilidade objetivos poss\u00edveis.<br><br>N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Organizacional &#8211; NCO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embrapa Cerrados<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"mailto:cerrados.nco@embrapa.br\">cerrados.nco@embrapa.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(61) 3388 9891\/ 9945<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/cerrados\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.embrapa.br\/cerrados<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secas mais frequentes, temperaturas mais alta e a necessidade de alimentar uma popula\u00e7\u00e3o mundial crescente exigem novas solu\u00e7\u00f5es para a agricultura tropical. 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